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AFPAD aposta em crescer para sustentar


Plano de Atividades e Orçamento para 2017


       Numa reunião muito participada pelos associados, realizada no passado dia 21 de Novembro, a Assembleia Geral da Associação Famalicense de Prevenção e Apoio à Deficiência (AFPAD) aprovou, por unanimidade, o Plano de Atividades e Orçamento para o ano de 2017.

       No entendimento da direção da instituição, consolidado que está o processo de certificação da qualidade da AFPAD, nas respostas sociais de CAO e Lar Residencial (há já duas “certificações” obtidas, uma em 2013 e outra em 2015) e conseguido que está também o processo de aquisição de duas novas carrinhas adaptadas de nove lugares (uma para o CAO e outra para o LR), é importante que a associação refleta um agora sobre os novos passos a dar, no sentido de tornar a AFPAD mais sustentável e mais capaz de dar as respostas necessárias aos públicos que a procuram.

       Para a direção, isso passará pelo envolvimento da instituição em três frentes de trabalho: alargamento da capacidade da resposta da ELI (Equipa Local de Intervenção), alargamento da capacidade de resposta do CAO (Centro de Atividades Ocupacionais) e alargamento da capacidade de resposta do LR (Lar Residencial).

       Estes objetivos estiveram sempre presentes, ao longo dos últimos anos, nas intervenções públicas e privadas da direção, tendo tido avanços e recuos. Mantêm-se como uma frente importante de trabalho, a exigir toda a atenção e toda a energia da AFPAD.

ELI, CAO e Lar Residencial

       O objetivo último do projeto de alargamento da Equipa Local de Intervenção (ELI 4) é garantir o apoio a todas as famílias e crianças do concelho de Vila Nova de Famalicão que são elegíveis para integração nesta resposta social.

       Com a experiência de funcionamento da ELI 4 nos últimos cinco anos, é possível perspetivar as necessidades do concelho de forma mais realista no que respeita ao número de famílias a necessitarem de apoio. Desde o início de funcionamento da Equipa (2011) até à atualidade (2016) verificou-se um aumento gradual e significativo do número de referenciações. Estas são realizadas pelas mais diversas entidades, destacando-se as unidades de saúde e da educação. As idades de referenciação das crianças tornam-se cada vez mais precoces, traduzindo uma maior urgência de apoio.

       A proposta da AFPAD feita à tutela visa alargar o acordo da resposta social de Intervenção Precoce na Infância, que funciona em articulação com profissionais do Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado, Centro Hospitalar do Médio Ave e ACES AVE - Famalicão (Agrupamento de Centros de Saúde Ave – Famalicão).

       Com este alargamento, a ELI poderá aumentar a sua capacidade de resposta para um total de 100 crianças/famílias, anulando a lista de espera.

       Pelo público que atinge, pelas atividades que desenvolve e pela sua importância social, a resposta CAO é muito procurada pelas famílias, prevendo-se que esta procura se torne ainda mais intensa no futuro. A AFPAD tem uma longa lista de espera a que, nas condições atuais, não consegue dar resposta.

       A AFPAD tem condições para, com pequenas obras de adaptação dos espaços onde anteriormente funcionava a Intervenção Precoce, integrar rapidamente mais 8 candidatos, desde que o Ministério do Emprego e da Solidariedade Social amplie o atual acordo de cooperação de 20 para 28 utentes. É este projeto que está a ser negociado.

       A AFPAD tem também em funcionamento, há treze anos, na Freguesia de Vermoim, na Avenida João XXI, nº 1928 (à margem da EN 206, no sentido Famalicão – Guimarães), o Lar Residencial “A Minha Casa”, para portadores de deficiência, a partir dos 16 anos de idade.

       O Lar Residencial “A Minha Casa” tem capacidade para doze utentes, lugares há muito esgotados, com a existência de uma longa lista de espera, tem acordo de cooperação com a Segurança Social e funciona numa vivenda alugada, já muito antiga, provavelmente dos anos quarenta do século passado. Estão em curso negociações com a Câmara Municipal e com o Ministério do Emprego e da Solidariedade para encontrar uma alternativa ao Lar Residencial da AFPAD.

       Uma referência também para o orçamento da AFPAD para 2017, orçamento que, no entender do técnico oficial de contas que assessora a instituição, entrou “em velocidade de cruzeiro”. Como já se referiu em anos anteriores - com muito equilíbrio – é possível gerir financeiramente a AFPAD. Com os projetos que estão em curso e conseguindo-se o alargamento da ELI, a ampliação do CAO e um novo Lar Residencial, a AFPAD garantirá para muitos anos a sua sustentabilidade financeira.


21-11-2016